Notícias do Brasil

Operação ‘Caixa-Forte’ investiga facção criminosa com atuação Nacional

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 13 ª Promotoria de Tóxicos de Belo Horizonte, em connjunto com a Polícia Federal, a Polícia Civil, a Polícia Rodoviária Federal e com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, deflagrou, nesta sexta-feira, 9 de agosto, a operação “Caixa-Forte”.

A operação teve como principal objetivo combater o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro por facção criminosa com atuação nacional.

Os presos estão sendo investigados pelos crimes de tráfico de drogas, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas cominadas podem chegar a 33 anos de prisão. Cerca de 250 agentes públicos cumpriram 52 mandados de prisão preventiva, 48 mandados de busca e apreensão, 45 mandados de sequestro de valores e bloqueio de contas bancárias em Minas Gerais, nos municípios de Uberada e Conceição da Alagoas, além dos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.

As investigações tiveram início em novembro de 2018 e identificaram a existência de uma seção dentro da facção responsável por gerenciar o tráfico de drogas, distribuindo os entorpecentes que garantem o sustento da organização criminosa, bem como por orquestrar a lavagem de dinheiro dos valores oriundos dos crimes praticados. Contas bancárias de pessoas aparentemente estranhas ao grupo criminoso eram cooptadas para ocultar e dissimular a natureza ilícita do montante movimentado.

Conforme apurado, os criminosos também utilizavam o método de “depósitos fracionados” para lavar o dinheiro, realizando depósitos bancários de pequenas quantias em diversas contas, de forma a não se identificar o depositante e não ativar os gatilhos de comunicação de atividade suspeita às autoridades de controle de atividades financeiras (COAF), previstos na Lei de Combate à Lavagem de Dinheiro. Posteriormente, o dinheiro era transferido a outras contas ou mesmo sacado em terminais eletrônicos.

Foram identificadas 45 contas bancárias, todas bloqueadas e com os valores sequestrados judicialmente. A movimentação financeira ultrapassou R$7 milhões durante o período das investigações.

Com informações da PF.