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Missão Sal da Terra promove primeiro curso de Apadrinhamento Afetivo em Uberlândia

17 novos padrinhos poderão participar e contribuir com a vida de crianças e adolescentes que estão em situação de acolhimento institucional

A Organização da Sociedade Civil (OSC) Missão Sal da Terra, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento social, Trabalho e Habitação e Poder Judiciário de Uberlândia, criaram o programa Apadrinhamento Afetivo, que visa acolher crianças e adolescentes que se encontram em acolhimento institucional atualmente. O objetivo do programa é promover, garantir e defender o direito à convivência familiar e comunitária, em cumprimento ao artigo 4º do Estatuto da Criança – ECA.

Segundo a coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar e do Apadrinhamento Afetivo, Karina de Melo Garcia, este projeto refletirá direta e indiretamente na sociedade. “O vínculo social e afetivo proporcionará a essas crianças e adolescentes o fortalecimento e o desenvolvimento saudável através de relações afetivas, além da oportunidade de quebrarem o ciclo da exclusão e da ‘invisibilidade social’ possibilitando a conscientização e a construção de uma base mais sólida de cidadania”, afirma a coordenadora.

O apadrinhamento pode acontecer de três formas diferentes. Primeiro, pelo apadrinhamento presencial, onde o padrinho realiza visitas, viagens, férias entre outras atividades. Segundo, pelo apadrinhamento material em que a pessoa pode participar com a doação de cestas básicas, acompanhamento médico, material escolar e demais itens de necessidade diária. E, por último, por meio do apadrinhamento profissional, onde padrinhos profissionais (como médicos, psicólogos e pedagogos) poderão oferecer seus serviços aos seus afilhados.

Mas fazer o projeto “acontecer”, de fato, não é tarefa simples, é preciso muito tempo e dedicação de todas as partes envolvidas. Segundo Karina, esses programas de apadrinhamento sempre demandam cursos com os interessados, onde psicólogos dialogam durante várias horas com os futuros padrinhos, no intuito de tirar dúvidas e orientá-los sobre como receber as crianças.

“O programa tem como ideal lapidar, dar voz e espaço para a individualidade de cada criança e adolescente que, muitas vezes, se perde no coletivo da situação em que ela se encontra. Então é preciso um pessoal todo preparado para isso”, afirma a coordenadora.

Com esse objetivo, a Missão Sal da Terra promoveu em julho um curso para que pessoas que possuem interesse em apadrinhar um acolhido pudessem se capacitar. O curso, gratuito e aberto para qualquer pessoa, contou com 17 interessados das mais diferentes áreas de atuação profissional.

Segundo Nathália Almeida Cabral, bacharel em Direito e uma das participantes do curso, é muito importante a sociedade estar presente na história dessas crianças e ajudar a escrever seu futuro numa outra visão. “O serviço tem muito a acrescentar, não só para as pessoas que se predispõem a apadrinhar efetivamente, se tornar um guia ou um apoio para a criança ou adolescente, mas, também, para as pessoas que, assim como eu, se predisponham a desenvolver projetos que criem oportunidades e valorizem a vivência e a história de outros indivíduos”, conta Cabral.

De acordo com a psicóloga do apadrinhamento afetivo, Thaís Ferreira Tavares, o serviço é a possibilidade de transformar e ressignificar a vida de crianças e adolescentes. “Este programa é a oportunidade para que os acolhidos com chances pequenas de serem adotados ou retornarem para sua família de origem, possam construir laços saudáveis e duradouros. Em outras palavras, é um projeto de garantia de direitos à convivência familiar e comunitária”, finaliza a psicóloga.

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