Site Uberlândia Press

Notícias e Artigos de Uberlândia

Destaques Notícias de Uberlândia

Fórum de Uberlândia-MG apresenta últimas exposições de arte do ano

O Palácio da Justiça Rondon Pacheco – Fórum de Uberlândia-MG sedia as últimas exposições de arte selecionadas no edital do “Projeto Exposição de Arte nos Espaços do Fórum”, até o dia 14 de dezembro, com visitas abertas sempre das 12h às 18 horas, gratuitamente.

O Projeto é uma iniciativa do Fórum de Uberlândia e a 13º Subseção da Ordem dos Advogados de Minas Gerais – OABMG, com objetivo de dar oportunidade para a população apreciar as obras de artes dos artistas locais, além de oferecer um espaço a mais para que esses artistas possam apresentar seus trabalhos.

Atual exposição

A exposição atual conta com a mostra “Quão Irreal” da artista plástica Ropre (Alessandra Cunha), que teve duas exposições selecionadas no Edital, e a exposição coletiva intitulada “Paisagens e Passagens” dos artistas Helinho Cassiano (Welligton Cassiano) e Maria Eleusa.

Quão Real

Nesta exposição, a artista Ropre (Alessandra Cunha) apresenta uma série de 10 pinturas acrílicas sobre algodão cru criadas no ano de 2018. Com tamanho padrão de 150t cm X 95 cm, em estilo estandarte, as obras não têm molduras, apenas chapas finas de MDF na extremidade superior e inferior.

As pinturas já foram expostas em Campo Grande/MS no MARCO – Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul, onde se apresentaram como uma sutil resposta a uma censura sofrida pela artista em outra exposição em 2017. “As pinturas criticam atitudes errôneas de pessoas autoritárias em cargos públicos, tudo com o aval dos curadores e coordenadores do museu. Porém, para além de uma resposta a eventos passados, as pinturas coloridas e harmonizadas destacam questionamentos sobre a destruição do meio ambiente sob códigos inventados para confundir, iludir”, explica Ropre.

Paisagens e Passagens

Já a exposição coletiva dos artistas autodidatas Helinho Cassiano e Maria Eleusa, com o título: “Paisagens e Passagens”, reúne pinturas que dialogam ao retratar paisagens rurais, ipês, riachos e outras paisagens presente no meio rural e nas cidades do interior.

Enquanto Eleusa trabalha com o tradicional óleo sobre tela, retratando paisagens visitadas e naturezas-mortas, com a representação de objetos inanimados, nos encantando com seu brilho e transparência em pinceladas minuciosas, típicas da técnica por esta escolhida para nos apresentar seu mundo, Wellington Cassiano, ao misturar técnicas, apresenta um mix de paisagens ora com pinceladas sutis, outras vezes nem tanto, no qual o rural e o urbano se fazem presentes em paisagens algumas vezes saídas de sua imaginação e outras vezes também visitadas pelo artista, que se diz um “pescador” de imagens.

“Dialogando em temas e contextos, a obra dos dois artistas nos transportam para passagens, e aqui não falamos de caminhos, mas de cenas que nos reconectam a momentos de infância com a representação de cenas que trazem a memória aquelas férias escolares na fazenda, a casa da avó e suas plantas exóticas e bem cuidadas a qual está sempre tem ciúmes, a rua de chão da cidadezinha do interior, o desenho que realizávamos quando éramos criança, etc. Essas e outras passagens guardadas na memória vem à tona quando nos colocamos diante das telas de Helinho e Maria Eleusa”, comenta o curador da exposição Jimmy Rus.

Avaliação da comissão organizadora

A presidente da Comissão de Cultura da OAB, Katia Bizinotto, ressalta a importância de ocupação do espaço do Fórum com arte: “para mim, a vida sem arte seria inconcebível. Queremos continuar com estas exposições no próximo ano, porque é muito bacana o artista expor. Mais bacana ainda é fazer com que as pessoas, que não têm muito acesso à arte, tenham. Quando tem arte nos espaços eles proporcionam experiências diferentes, e no caso do Fórum, por ser um espaço duro, no qual as pessoas em geral vão para decidir conflitos e estão com muitos problemas, a arte aparece como um respiro profundo. Nossa missão é continuar”.

Assessoria

x