Futebol masculino: Com placar econômico, Brasil vence Egito e está na semifinal


Matheus Cunha bate no peito e comemora gol do Brasil contra Egito no futebol masculino
Foto: Martin Mejia - 31.jul.2021/AP
Com relativa tranquilidade e sem sustos, o Brasil eliminou o Egito na manhã deste sábado (31), em Saitama, e se classificou para a semifinal do torneio olímpico de futebol nas Olimpíadas de 2020, garantindo assim, no mínimo, um confronto valendo o bronze. O gol da partida, que terminou 1 a 0, foi marcado por Matheus Cunha.

O selecionado egípcio, consciente da inferioridade técnica, optou por uma formação bastante cautelosa, e deixou a bola com o Brasil na maior parte do jogo. Por esta razão, os primeiros minutos foram um monólogo do time de André Jardine, que apresentou uma variação tática que seria determinante para o lance que abriu o placar.

Claudinho, aberto pela esquerda na maioria do tempo nas Olimpíadas, atuou mais pelo centro do gramado na noite de Saitama, enquanto Richarlison se movimentou mais e ocupou o corredor esquerdo algumas vezes. Foi nessa formação que o camisa 10 encontrou Matheus Cunha, aos 37 do primeiro tempo, quando o placar sem gols já começava a incomodar os brasileiros.

O Brasil, naquele momento, tinha 64% de posse de bola. O Egito não chegou perto de ameaçar o empate a partir de então.

Reinier e Malcom entraram aos 19 do segundo tempo, nas vagas de Antony e Claudinho. Tentativa de manutenção do ritmo ofensivo e de efetividade na conclusão de jogadas. O duelo, no entanto, esfriou. Foi o pior período do Brasil em campo, e o Egito até ensaiou incomodar o goleiro Santos. Em pelo menos dois cruzamentos, o coração dos brasileiros disparou. Foram sustos ligeiros.

No fim, com o jogo propositalmente picotado pelo Brasil, que fez o tempo correr, ficou a sensação de uma atuação razoável, uma classificação sem sustos, mas um placar econômico demais para a real diferença das equipes e considerando as oportunidades que os brasileiros encontraram.

Na semifinal, o Brasil enfrenta o vencedor de México e Coreia do Sul, que se enfrentam para definir o outro classificado.

Herói da classificação espanhola, Rafa Mir fez 3 gols contra a Costa do Marfim
Foto: Andre Penner - 31.jul.2021/AP
Olhando o placar nem parece, mas a Espanha conseguiu um pequeno milagre em solo japonês. Venceu, na prorrogação, a Costa do Marfim por 5 a 2, após o final do tempo normal entrar para a história do futebol olímpico.

Os marfinenses, que abriram o placar cedo, aos 10, também fizeram um gol no fim. Mais precisamente aos 46 do segundo tempo. Naquele momento o jogo, que estava empatado, ficou 2 a 1 para o time africano, e os espanhóis tinham 3 minutos para encontrar o empate. E encontraram.

Aos 48, Rafa Mir, o grandalhão atacante espanhol, peça usada para momentos de pressão ou desespero, aproveitou uma falha generalizada da defesa rival. Um gol esquisito, difícil de ser reproduzido ou explicado. O tipo de gol que não pode ser tomado aos 48 minutos do segundo tempo. Resultado: a Costa do Marfim desmoronou.

A prorrogação foi espanhola. Em choque, a Costa do Marfim terminou de presentear a Espanha com um pênalti no quinto minuto do tempo extra. E, assim, abriu caminho para o 3 a 0 do período, que consagrou o grandalhão: Rafa Mir marcou o quarto e o quinto, assinando um "hat trick" nos minutos finais do confronto.

Na semifinal, a Espanha encontra o Japão, que eliminou a Nova Zelândia nos pênaltis após longos 120 minutos de 0 a 0.

Fonte: CNN/BRASIL