Polícia Civil de Uberlândia elucida o caso de desaparecimentos e mortes de vítimas



A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Uberlândia, informou ontem (terça-feira, dia 1 de junho), que está elucidado um dos casos de desaparecimento seguido de homicídios de maior dificuldade de solução nos últimos anos. A solução do crime veio depois de seis meses de investigação, num trabalho minucioso chefiado pelo delegado Eduardo Fernandes Pérez Leal, da Delegacia de Homicídios de Uberlândia. O episódio, ocorrido em novembro do ano passado, ganhou muita repercussão na época. 


A notícia de que o caso estava elucidado foi dada pelo delegado chefe do 9º Departamento de Polícia Civil, Marcos Tadeu Brito Brandão, durante entrevista na sede da 1ª DRPC. O trabalho policial, segundo a autoridade policial, envolveu apuração de homicídios em série com ocultação de cadáver e localização de corpos ocultados de pessoas que estavam dadas como desaparecidas. O crime em série teria sido motivado por desavença entre as partes envolvidas, causado por motivo fútil e praticado em lugares como   Glória e bairro Shopping Park.  


Conforme as investigações, no dia 14 de novembro do ano passado a dona de casa Maria Tereza Cunha Rocha, 43 anos, residente no Assentamento Glória, foi dada como desaparecida. Família da vítima denunciou o desaparecimento e no dia 24 o corpo dela foi localizado enterrado numa fazenda próximo ao distrito de Martinésia. A vítima tinha sido morta com três tiros na cabeça e o principal suspeito era o ex-companheiro dela, Anderson Vinícius Souza Silva, 34 anos.


No dia 19 de novembro, cinco dias após o desaparecimento da mãe, os filhos de Maria Tereza suspeitaram do ex-marido dela e se dirigiram a um bar no Glória, e se uniram ao proprietário, que tinha rixa com o suspeito, e, juntos, o atraíram para que o sequestrassem. Outros comparsas do grupo foram chamados para fazer o serviço e ficaram esperando a sua chegada. Assim que Anderson chegou juntamente com a namorada Christiane Gomes Ribeiro, 36 anos, estes mataram o homem a tiros e facadas e depois a mulher, a facada, após ela sair do banheiro.


Os corpos de Anderson e Christiane foram retirados do bar e levados pelos filhos de Maria Tereza até um matagal, às margens da BR-365, sentido Tupaciguara, e depois de abandoná-los no local, foram para aquela cidade, se escondendo na casa de familiares. Contudo, quando souberam da morte de Anderson, membros de sua facção criminosa decidiram vingar o homicídio e descobriram que um dos assassinos do colega seria Wesley Cardoso Gomes da Silva, 32 anos, vulgo Morcego. Dias depois do duplo homicídio, Wesley foi sequestrado e morto. No dia 14 de janeiro deste ano os restos mortais da vítima foram localizados.


Segundo as investigações feitas pelo delegado Eduardo Fernandes Pérez Leal e sua equipe, no dia do duplo homicídio de Anderson e Christiane, a Policia Militar chegou a ser acionada para comparecer ao bar onde eles foram mortos, para atender a uma ocorrência de disparo de arma de fogo, mas os criminosos já haviam evadido, levando os corpos, trancaram o bar para não causar suspeita e nada foi constatado de anormal. A Polícia Civil passou a investigar a denúncia e numa perícia detalhada do bar descobriu sangue no chão e achou projeteis.


Com o achado dos corpos, a Polícia Civil desvendou o primeiro crime e apurou, posteriormente, que os outros desaparecimentos tinham a ver com o primeiro. Ao final das investigações, oito envolvidos nos homicídios foram identificados e tiveram mandados de prisão preventiva expedidos pelo Poder Judiciário. Com a ordem de prisão nas mãos, o delegado Eduardo Leal distribuiu as equipes e ao longo dos últimos seis meses esclareceram os assassinatos. Os investigados foram presos em Planaltina (DF), Jaranápolis (GO), Tupaciguara (MG), e em Uberlândia e se encontram presos no Presídio Professor Jacy de Assis.             

*Produzido pela Assessoria de Imprensa da 1ª DRPC de Uberlândia (MG)